
Nada como desprovincializar-se! Mudar de cidade e de país te permitem uma nova visão sobre o mundo e sobre a vida. O efeito dessa alteração em nosso olhar é intenso e pode ser notado, em grande medida, quando voltamos ao nosso local de origem. Tenho certeza de que muitos amigos leitores se identificarão com isso. Passamos a olhar para o lugar onde crescemos com alguma estranheza e a tecer comparações.
Foi assim que recentemente me peguei me sentindo uma turista na minha cidade. O Rio de Janeiro é lindo, mas cada vez que retorno a essa cidade, a percebo de forma ainda mais apaixonante. Sempre costumo dizer que as cidades têm almas próprias, uma atmosfera que nos envolve involuntariamente. A alma carioca é, sem dúvida, informal. Está na diversão dos amigos assistindo o jogo de futebol no bar da esquina, nos trajes despretensiosos e no doce estalo das havaianas que nos acompanham até a padaria. Uma informalidade que é acompanhada por um delicioso componente histórico que se apresenta a cada caminhada pelo centro do Rio. No Convento do Carmo, que um dia abrigou Dona Maria, a louca, ou na Av. Rio Branco, que, uma vez Av. Central, viu passar por ali a primeira brasileira de calças, com seu sans-culottes, última moda em Paris.
Mais do que nunca, é por essa atmosfera que me sinto revestida, sempre que volto à Cidade Maravilhosa...
Oi Su! Ótimo blog! Tô tentando aprender a comentar, mas tá difícil... rss
ResponderExcluirBjs!